COMERCIALIZAÇÃO DA SOJA NA REGIÃO DE PONTA PORÃ: ÁREA CULTIVADA, PRODUÇÃO, PRODUTIVIDADE, ESCOAMENTO DA SAFRA, FORMAÇÃO DE PREÇOS, COMO E QUAIS FATORES O PRODUTOR DEVE LEVAR EM CONSIDERAÇÃO PARA PROGRAMAR A VENDA DA PRODUÇÃO
Comercialização de Soja na região de Ponta Porã:
Conforme dados do Sistema Famasul, a área
cultivada no estado do Mato Grosso do Sul foi de 2.520.000 hectares, já na
região da cidade de Ponta Porã totalizou 203.775 mil hectares na safra
2016/2017.
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Produção:
A respectiva produção em toneladas foi de 669.401 mil
toneladas.
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Produtividade:
produtividade média: 54,8 sc/ha / produtividade média: 3.285
kg/ha.
O
escoamento da produção:
O escoamento da produção ainda na lavoura,
é realizado por veículos próprios do produtor, como, carretas e caminhões,
quando necessário o mesmo contrata veículos de terceiros, para assim estar
levando até ás Cooperativas Agroindustriais de armazenamento de grãos, onde a
empresa
compradora assume a responsabilidade por classificar os grãos, limpar e secar o
produto. Não podemos deixar
de lembrar também, a quantidade de produto que fica espalhado nas margens das
rodovias, devido a distância que deve ser percorrida e mau estado das estradas.
Já o escoamento da produção que fica
armazenado nas Cooperativas, são realizados por meio de contratos com as
transportadoras, onde são realizados os embarques através de veículos grandes,
onde normalmente são carretas de 5 até 9 eixos. O transporte mais comum usado
no nosso país é o rodoviário. Os destinos geralmente são as indústrias de alimentos,
rações para animais e os portos de exportações. Um dos principais desafios da
logística, são as estradas com más condições de tráfego, o que torna o
transporte mais caro e mais demorado.
Formações
de preços:
O clima é o principal fator que influencia
na determinação dos preços. O mercado de commodities é pautado em oferta e demanda. Dependendo
do contexto econômico de cada safra, uma forma de comércio pode ser melhor que
a outra. As negociações de mercado futuro são para garantir o patamar de preços
em um momento que o produtor considera bom. Os sojicultores utilizam o mercado
futuro para garantir os custos de produção como forma de se capitalizar para
investir na lavoura. Existem os contratos futuros, onde o produtor faz uma
negociação com alguma empresa ou cooperativa em que o produtor “trava” os
preços da data e se compromete a entregar fisicamente o grão. Ou também na
troca de sacas de soja por insumos. É uma negociação pré-fixada em que o
produtor antecipa a remuneração da soja para conseguir os insumos para a safra.
É uma operação que não envolve o dinheiro diretamente, apenas o produto.
Existem também os adiantamentos, onde o comprador adianta o
pagamento em dinheiro para o produtor, que se compromete a entregar o produto
fisicamente. Nessa modalidade há cobrança de juros.
As cotações de portos e das
principais praças do interior do país, são apenas uma referência de
remuneração. Como o mercado envolve oferta e demanda, nem sempre o valor de uma
praça do interior se reflete nos preços das indústrias da região em que você
cultiva. Isso varia de Cooperativa para Cooperativa, mas os valores não são
muito diferentes. As negociações no mercado interno são baseadas em sacas de 60
kg. Para exportação, a negociação é em toneladas ou bushel (27,2 kg).
A composição de preços tem
como base a cotação na Bolsa de Chicago, a cotação do dólar e o prêmio. Do
outro lado, o comprador já desconta os custos com operação portuária, impostos
e frete. Calculando esses dois lados, as indústrias e empresas formam o preço
da soja. O prêmio é uma remuneração extra para a entrega da soja para
exportação. O pagamento de prêmios é negociado entre tradings e os compradores internacionais. A base de cálculo é uma
porcentagem da cotação de Chicago descontando os custos logísticos.
O principal fator que leva o produtor
rural a ofertar seu produto no mercado é, basicamente, o retorno que uma
fixação naquele momento dará, com isso, ele levará em consideração o preço de
venda e o lucro que ele terá se a venda for efetuada.
Autores: Jaqueline Catache Menezes e
Michelle Colman Rodrigues
Professor: Izidro
Curso: Gestão em Agronegócio
IFMS


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