São aquelas que ocorrem todos os anos, em altas populações,
provocando danos econômicos e por isso requer medidas de controle.
PRAGAS
QUE ATACAM SEMENTES E RAÍZES: Corós da soja (Phyllophaga cuyabana e Liogenys
spp.) Os corós são pragas de alta relevância em culturas anuais no Brasil. Os
gêneros mais comuns são Phyllophaga,
Cyclocephala, Diloboderus e Liogenys. Ainda são poucas as informações
existentes sobre a quantificação de seus danos no milho e na soja. O ciclo
biológico dessa praga é relativamente longo e envolve as fases de ovo, larva
(coró), pupa e adulto (besouro). As larvas são polífagas e somente elas são
responsáveis pelos potenciais danos às culturas. Em geral, a infestação ocorre
em reboleiras na lavoura. A alimentação das larvas provoca enfraquecimento do
sistema radicular e, consequentemente, tombamento e morte das plântulas.
A
cochonilha-da-raiz é tradicionalmente encontrada sugando raízes de plantas de
soja em ocasiões eventuais, a praga pode
ser vista na parte aérea das plantas. As fêmeas são rosadas e têm longos
filamentos laterais esbranquiçados de cera, o que confere ao inseto outro nome
comum: cochonilha-farinhosa. Os machos têm asas. Esta praga de hábito polífago
alimentase de diversas espécies de plantas, como gramíneas e leguminosas. É
típica de períodos de estiagem e se estabelece na lavoura, no solo ou nos
restos vegetais da área, como a palhada. Sua maior incidência ocorre em solos
Cochonilha-da-raiz (Dysmicoccus brevipes)
Danos - Os sintomas dos ataques são observados
em reboleiras, às vezes no sentido da linha de semeadura. Surtos do inseto têm
sido observados em cultivos de semeadura direta há alguns anos em regiões
específicas. As plantas atacadas apresentam amarelecimento das folhas e redução
do crescimento, reações causadas pela extração de seiva e introdução de
toxinas.
Lagarta elasmo (Elasmopalpus
lignosellus)
Culturas Afetadas:
Milho, Soja.
A
praga tem grande capacidade de destruição em curto intervalo de tempo, sendo
que seu aparecimento é esporádico e está associado a secas em períodos, que
favorecem o intenso desenvolvimento populacional da praga. Maiores danos são
observados em solos leves e bem drenados, sendo sua incidência menor sob
plantio direto.A praga ataca diversas culturas de importância econômica, como
amendoim, arroz, aveia, cana-de-açúcar, centeio, feijão, milho, soja, trigo,
entre outras.
Danos: As larvas atuam
sobre o de crescimento das plantas, provocando murcha e a morte das folhas, mal
conhecido como "coração morto".
Controle:
Em áreas com constantes infestações da praga deve-se proceder o tratamento das
sementes com inseticidas sistêmicos. Em anos com seca, recomenda-se o uso de
produtos com ação de contato e profundidade associado ao tratamento das
sementes. Usar produtos registrados para as culturas.
Lagarta rosca
Os adultos são mariposas de 35 mm de
envergadura. Este inseto apresenta grande capacidade de postura, sendo que uma
fêmea pode colocar em média 1000 ovos.
Danos: A lagarta-rosca
vive enterrada no solo, à pequena profundidade, junto às plântulas. Sai a noite
para cortar as plântulas rente ao solo. Em plantas mais desenvolvidas pode
provocar o sintoma de “coração morto”, ao abrir galerias, ou provocar o
perfilhamento excessivo destas, gerando uma touceira. Sua ocorrência pode estar
associada a presença de plantas hospedeiras na lavoura antes da semeadura, como
língua-de-vaca e caruru.
Controle: Em
áreas com histórico de incidência da praga é recomendado o tratamento de
sementes com inseticidas sistêmicos e a eliminação antecipada de plantas
invasoras hospedeiras, visto que as mariposas preferem ovipositar em plantas ou
restos culturais ainda verdes. Em áreas menores é recomendado também a
distribuição de iscas preparadas a base de farelo, melaço e um inseticida sem
odor.
Lesmas,
caracóis e piolhos-de-cobra:
Algumas espécies de moluscos, caracóis,
lesmas ou caramujos são consideradas pragas secundárias em diversas culturas .
Nas culturas de soja e milho, logo após a germinação e no desenvolvimento dos
cotilédones e das primeiras folhas, pode haver ocorrência de lesmas e caracóis,
principalmente em áreas de semeadura direta. Piolhos-de-cobra são caracterizados
por apresentar dois pares de patas em cada segmento do corpo – podendo ter de
20 a mais de 100 segmentos – e por se enrolarem quando perturbados. Eles são
ativos no período noturno e se escondem sob a palhada durante os horários mais
quentes do dia. Essa praga se alimenta principalmente de sementes de soja, mas
também pode atacar plântulas recém-emergidas, comendo pedaços de cotilédones e
folíolos
Grilos e gafanhotos não migratórios
(Orthoptera) Estas pragas também têm ocorrido em focos esporádicos nos últimos
anos, especialmente no início do estádio vegetativo das culturas de soja e
milho. Geralmente sobrevivem na palhada e têm hábito de cortar plântulas de
soja após a germinação, daí a importância do monitoramento da cobertura que
antecede a cultura antes da semeadura. Os gafanhotos, muitas vezes, ocorrem
mais intensamente em áreas com resteva de algodão, especialmente com alta
quantidade de plumas sobre o solo, e em invernos mais chuvosos do que a média.
Pesquisas recentes mostram que inseticidas à base de fipronil (40 g i.a. ha1),
alfacipermetrina (25 g i.a. ha-1), acefato (375 g i.a. ha-1) e fenitrotion (de
150 a 200 g i.a. ha-1) pulverizados em horários de menor atividade da praga,
como de manhã, são eficientes no controle.
Acadêmicos: Elson
Porto, Harley Martins, Cristiane Tavares, Zaihan Quinhone, João Igor, Alexander,
Ana Companhoni
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